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segunda-feira, 25 de março de 2013
terça-feira, 4 de setembro de 2012
na chapada
Na CHAPADA
A Chapada dos Veadeiros tem diversas unidades de conservação e muitas áreas ainda inteiramente conservadas ou bastante preservadas. O turismo tem sido uma importante fonte de renda para muitos dos municípios da região, e Alto Paraíso é um deles. Entretanto, o município vive momento de baixa no turismo e de poucas oportunidades de formação profissional, assim como de empregabilidade e geração de renda.
O município de Alto Paraíso de Goiás tem cerca de 7.000 habitantes, sendo que em torno de 5.000 vivem na área urbana. A população é formada por muitas pessoas que vieram (e continuam vindo) de fora da região, em diversos fluxos migratórios, desde o início do século passado, mas, sobretudo, a partir de 1980, até os dias de hoje. Aqui, vivem pessoas com alto nível de escolaridade, que aí se instalaram em busca de qualidade de vida, sobretudo pela conservação ambiental da região. Neste sentido, muitas têm objetivos semelhantes ao do Centro, ou seja, acreditam que a região possa manter seus habitantes, vivendo de forma sustentável.
O Programa de Bolsas de Estudos do Ensino Médio também atende às comunidades próximas daqui, como é o caso da Cidade da Fraternidade, do Sertão e Moinho, povoado a cerca de 14 quilômetros de Alto Paraíso, onde moram aproximadamente 50 famílias.
O Programa de Bolsas de Estudos do Ensino Médio também atende às comunidades próximas daqui, como é o caso da Cidade da Fraternidade, do Sertão e Moinho, povoado a cerca de 14 quilômetros de Alto Paraíso, onde moram aproximadamente 50 famílias.
O Sertão situa-se em área rural, distante 30 quilômetros da cidade de Alto Paraíso, com acesso por estrada de terra muito difícil para carros de passeio. Na região há uma escola e uma associação de produtores (APROMAS), e a escola faz o papel de centralizar as pessoas que vivem nesta área, pois não se trata de um povoado, mas de uma área rural. O acesso à escola pelos alunos é feito por transporte escolar e quase todos estão bem distantes da escola, alguns já no município vizinho. Assim, a APROMAS e a escola são referências importantes e têm se mobilizado constantemente para conseguir melhorias e oportunidades para esta área. A organização desta comunidade e o desejo de crescer, sem ter que deixar o local, impressionam e estimulam a universidade a realizar investimento em atividades educacionais. A APROMAS e a Escola do Sertão são parceiros do Centro de Estudos do Cerrado desde 2009, e temos, juntos, buscado formas de levar benefícios a esta área, que dificilmente é beneficiada por políticas públicas, apesar do interesse e esforço da comunidade.
A Cidade da Fraternidade (CIFRATER) é uma associação espírita, radicada há mais de 40 anos no município, onde criaram o povoado homônimo, que dista 36 quilômetros da cidade de Alto Paraíso, 24 por asfalto e 12 por estrada de terra de qualidade ruim. Estatutariamente está ligada à OSCAL: Organização Social Cristã-Espírita André Luiz, entidade de projeção nacional. Esta comunidade foi recentemente rodeada por assentamento do MST, que vive em estrita relação com esta, pois as crianças e adolescentes freqüentam a escola, que funciona por meio de parceria entre a CIFRATER e a prefeitura municipal. Nesta comunidade nasceu também a Cooperativa Frutos do Paraíso, que dedica-se à produção de orgânicos e produção agroextrativista, e que tem apoiado a presença da UnB na região, demonstrando sempre muito interesse em construir junto com a universidade projetos que melhorem a situação desta área, sobretudo depois da criação do assentamento, denominado Silva Rodrigues.
terça-feira, 12 de junho de 2012
cerrado
Cerrado
"O Cerrado sabe ser lindo em qualquer época do ano"
Foto de Arthur Santos e frase por Sofia Figueiredo.
(Autor desconhecido)
***
A extensa região central do Brasil compõe-se de um mosaico de tipos de vegetação, solo, clima e topografia bastante heterogêneos. O Cerrado é a segunda maior formação vegetal brasileira, superado apenas pela Floresta Amazônica. São 2 milhões de km2 espalhados por 10 estados, ou 23,1% do território brasileiro. O Cerrado é uma savana tropical na qual a vegetação herbácea coexiste com mais de 420 espécies de árvores e arbustos esparsos. O solo, antigo e profundo, ácido e de baixa fertilidade, tem altos níveis de ferro e alumínio.
mapa de extensão do cerrado
Este bioma também se caracteriza por suas diferentes paisagens, que vão desde o cerradão (com árvores altas, densidade maior e composição distinta), passando pelo cerrado mais comum no Brasil central (com árvores baixas e esparsas), até o campo cerrado, campo sujo e campo limpo (com progressiva redução da densidade arbórea). Ao longo dos rios há fisionomias florestais, conhecidas como florestas de galeria ou matas ciliares. Essa heterogeneidade abrange muitas comunidades de mamíferos e de invertebrados, além de uma importante diversidade de micro organismos, tais como fungos associados às plantas da região.
O Cerrado tem a seu favor o fato de ser cortado por três das maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Tocantins, São Francisco e Prata), favorecendo a manutenção de uma biodiversidade surpreendente. Estima-se que a flora da região possua 10 mil espécies de plantas diferentes (muitas usadas na produção de cortiça, fibras, óleos, artesanato, além do uso medicinal e alimentício). Isso sem contar as 759 espécies de aves que se reproduzem na região, 180 espécies de répteis, 195 de mamíferos, sendo 30 tipos de morcegos catalogados na área. O número de insetos é surpreendente: apenas na área do Distrito Federal há 90 espécies de cupins, mil espécies de borboletas e 500 tipos diferentes de abelhas e vespas.
O Cerrado tem um clima tropical com uma estação seca pronunciada. A topografia da região varia entre plana e suavemente ondulada, favorecendo a agricultura mecanizada e a irrigação. Estudos recentes indicam que apenas cerca de 20% do Cerrado ainda possui a vegetação nativa em estado relativamente intacto.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Agroecologia
Por: Alexa Fernanda , Amanda, Ana Paula, Giullia e Jessica
Nós, alunos de comunicação e informação desenvolvemos uma entrevista com o professor Nijem, que é responsável pelo curso de agroecologia e ensina os alunos a cultivar plantas ornamentais e sementes de grandes árvores.
O principal objetivo do curso é expandir a jardinagem, trabalhar a agricultura de forma ecológica sem agrotóxicos que pode ser entendido como ciência, como movimento e como prática.
As atividades desenvolvidas são plantio de várias espécies, estudar as plantas expandindo a jardinagem ecológica em Alto Paraíso. Nijem também afirma que a participação dos alunos é boa, e o que eles mais gostam são das novidades.
Conversamos também com alguns alunos de agroecologia, e esses disseram que estão aprendendo como manter um jardim, quais plantas devem ficar no sol ou sombra, as doenças das plantas, bactérias, fungos, adubos e também sobre sustentabilidade. Disseram também que os assuntos que os deixam mais interessados é sobre os insetos. Em relação ao futuro eles entenderam que a aplicação desses conhecimentos abrirá portas profissionalizantes para o futuro. A relação do que eles aprendem com o seu dia-a-dia, é que por viverem em meio a natureza devemos saber conviver com ela.
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